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Nuvem de gafanhotos volta a se movimentar próximo à fronteira do Brasil

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Imagem de katarzynaa93 por Pixabay

Após terem saído do radar as autoridades argentinas, os animais reapareceram a 100 quilômetros da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. No entanto, a atividade dos gafanhotos já é bem menor do que nos dias anteriores.

O reaparecimento de uma nuvem de gafanhotos na Argentina que assustou produtores rurais, assim como entidades do governo do país, volta a preocupar por sua proximidade com a fronteira brasileira. Neste sábado, 27, o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina informou que os insetos voltaram a ser avistados em uma localidade afastada, a 100 quilômetros de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

As autoridades argentinas perderam a nuvem de vista na noite da última quinta-feira e a previsão de queda de temperatura e ventos fortes indicavam que os animais perderiam o poder de locomoção. Agora, os insetos estão na região de Curuzú Cuatiá, provícia de Corrienes. O Senasa confirma que a nuvem perdeu intensidade, mas indica que é preciso atenção. 

“Em Corrientes foi possível reduzir a densidade da nuvem de gafanhotos através de um trabalho conjunto do governo de Corrientes e da Senasa. Após longos dias de busca das equipes da Senasa e da província de Corrientes, hoje (SEXTA, 26) foi possível encontrar a localização da nuvem, que ficava 90 km a oeste de Curuzú Cuatiá, em uma área de difícil acesso. A colaboração dos produtores da região é fundamental. Foram realizados tratamentos fitossanitários para reduzir a população de gafanhotos. As aplicações foram realizadas com um avião e estavam a cargo da Diretoria de Produção Vegetal da Província de Corrientes”, disse a entidade.

Com o enfraquecimento da nuvem e o trabalho feito com aviões e defensivos por parte dos argentinos, é pouco provável que os gafanhotos atravessem a fronteira com o Brasil, mesmo se os ventos e a temperatura contribuírem. 

De qualquer maneira, o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devido ao risco de surto de gafanhotos nas áreas produtoras dos dois estados. Equipes do ministério e dos governos estaduais estão acompanhando a movimentação dos insetos e trabalhado em um plano de ação caso a nuvem chegue ao Rio Grande do Sul.

Fonte: Canal Rural

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